Malandragem

•2 02UTC dezembro 02UTC 2009 • Deixe um comentário

Ouvindo pela miléééésima vez malandragem eternizada na vóz de Cássia Eller parei para pensar na minha maturidade. Isso mesmo, MATURIDADE!

…fiquei pensando quem eu sou, tudo que fui e venho sendo. Naquela ideia de conto-de-fadas-infantil, de quando garotinha sonhava com o príncipe encantado. Ah!  me diga que garotinha que lê clássicos infantis não se ilude com essa ideia? (Ainda não descobri porque eles criam essa percepção nas crianças)

Enfim, a gente vai crescendo naquela ideia de busca pela perfeição, na busca de alguém que venha  e nos faça feliz, nos faça viver feliz para sempre. Me deparei com a desilusão que o mundo contemporâneo nos traz hoje: Os relacionamentos não duram como antes, se fragmentam com muita facilidade. A gente idealiza pra caralho uma pessoa, obviamente qualquer coisa nos decepciona com facilidade nessa idealização, ai tu pensa em não querer mais nada disso e só se independizar, mas dai tu não consegue ser feliz porque a ideia de felicidade agrega outra pessoa. Putz! Você tem medo de ficar só e não ser feliz, mas afinal como alguem pode ser feliz sem ao menos ter felicidade de forma individual? Não há como proporcionar felicidade ao outro sem a tê-la consigo.

No meu mundo “retrô” não é bem assim. Fiquei pensando que essa ideia de conto de fadas é válida, mas não na mesma proporção de quando garotinha. Agora eu troco cheque e mudo uma planta de lugar, mudo meu ponto de vista, mudo meu mundo! Vejo beleza nos gestos antigos, de delicadeza e educação, na promessas de sentimento, mas tenho autonomia para ser feliz e independente do que outras pessoas nos proporcionam, penso que ainda acreditar em sentimentos e felicidade para sempre é eterno em um momento, mas isso só pode existir se vivermos a realidade e deixarmos as coisas acontecerem por si. Isso mesmo, let it be!

Bobeira é não viver a realidade. A realidade por si faz o eterno, e eterno pode ser só um momento e o “para sempre”, é só agora.  Malandragem é se adaptar ao mundo onde a criatividade manda sem deixar de acreditar nas coisas e pessoas, pois só conseguimos mudar algo e crescer na esperança de que os sentimentos não se perderam, as pessoas existem e podem mudar nossa vida, nosso dia, nosso ano. E nós podemos mudar tanta coisa! Falta muito romantismo pra ver o mundo que se constrói em relações superficiais, onde as pessoas se encontram ‘OnLine’ e deixam de curtir as pequenas coisas, os gestos mais simples. Malandragem para mim é viver de uma forma moderna no meu mundo retrô!

meio termo

•30 30UTC setembro 30UTC 2009 • Deixe um comentário

Não queria nada morno, não queria andar sobre a corda. Estar de um lado ou de outro me apetecia… o extremo sempre me enlouqueceu, atraiu a minha mente.

Fui tão extrema em minhas introspecções que pude concluir que eu pudera não ser nada disso, quem sabe eu fosse o talvez…

… talvez eu pudesse ser grande ou pequena, ou talvez fosse alguem correndo neste meio fio, pequena apenas querendo ser grande, mas que por instantes se encolhia tornando-se apenas frágil. Talvez eu fosse o desejo, talvez monotonia.

Hoje não sei se quero um divã ou uma cadeira de palha… filosofia ou ‘conversa fiada’, mas sei que é essa dúvida que me move, que me instiga e me acalma, é na incerteza que creio… me buscando no talvez descobri ser tanta coisa, descobri que nada eu fazia, tudo o eu buscava e que nada eu tinha, mas em um ponto sempre se chegava e  por outra dúvida eu me iludia e um novo rumo eu seguia.

…ao final, tudo eu fazia, buscava o nada, o nada que eu não tinha. O ser ou não ser me preenchia.

Conclui que o talvez, ‘talvez’ pudesse ser o extremo de uma alegria e quem sabe andando na corda eu não sorria?

Olá, mundo!

•30 30UTC setembro 30UTC 2009 • Deixe um comentário

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